Produção de leite da Castrolanda cresce 119% em 10 anos e ultrapassa 536 milhões de litros em Castro (PR)

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A evolução da produção de leite na região de Castro (PR) se tornou um dos principais exemplos de transformação produtiva do agronegócio brasileiro. Em uma década, a atuação da Castrolanda mais que dobrou o volume produzido, alcançando mais de 536 milhões de litros anuais e consolidando a cooperativa como referência nacional em eficiência, qualidade e gestão leiteira.

De produção tradicional a sistema altamente tecnificado

A atividade leiteira em Castro começou a ganhar força a partir da década de 1950, impulsionada pela chegada de imigrantes holandeses. Desde então, o setor passou por uma profunda modernização, saindo de um modelo tradicional para um sistema intensivo em tecnologia, genética e gestão profissional.

Nesse contexto, a Castrolanda desempenhou papel decisivo ao estruturar uma cadeia produtiva baseada em cooperação, conhecimento técnico e inovação contínua, fatores que hoje sustentam o protagonismo da região no cenário nacional.

Crescimento expressivo em números

Os dados da cooperativa mostram a dimensão da expansão:

  • Em 2000: cerca de 26,6 milhões de litros/ano
  • Em 2015: aproximadamente 244 milhões de litros/ano
  • Em 2025: mais de 536 milhões de litros/ano

Na última década, o crescimento foi de aproximadamente 119%, refletindo ganhos de escala, profissionalização dos produtores e avanços na eficiência produtiva.

Segundo o coordenador do Pool Leite da Castrolanda, Agnaldo Bonfim Brandt, parte desse avanço também está relacionada a movimentos de integração de produtores ao sistema cooperativista. Ele destaca, porém, que o crescimento é sustentado principalmente pela evolução técnica contínua das propriedades.

Menos produtores, maior escala e eficiência crescente

O avanço da produção veio acompanhado de uma mudança estrutural importante: redução no número de produtores e aumento da escala das propriedades.

Ainda assim, a eficiência não depende exclusivamente do tamanho da fazenda. Há pequenas propriedades altamente produtivas dentro do sistema cooperativista, reforçando que gestão e tecnologia são fatores decisivos.

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Qualidade do leite acima da média nacional

Além do crescimento em volume, a qualidade do leite se tornou um dos principais diferenciais da Castrolanda.

Dois indicadores são fundamentais nesse desempenho:

  • CPP (Contagem Padrão em Placas)
  • Mede a carga bacteriana do leite e reflete diretamente as condições de higiene na produção e armazenamento.
  • Limite legal no Brasil: até 300 mil UFC/mL
  • Média da Castrolanda em 2025: 8,5 mil UFC/mL
  • CCS (Contagem de Células Somáticas)
  • Indica a saúde do rebanho e a incidência de mastite.
  • Média da Castrolanda em 2025: 196 mil células/mL
  • Média nacional estimada: acima de 500 mil células/mL em diversas regiões

Os números mostram um padrão sanitário elevado e consistente, resultado de manejo rigoroso e assistência técnica contínua.

Sólidos estáveis mesmo com aumento de produção

Mesmo com a forte expansão do volume produzido, os indicadores de sólidos do leite se mantiveram estáveis:

  • Gordura: cerca de 3,7%
  • Proteína: de 3,31% (2020) para 3,36% (2025)

O equilíbrio reforça a eficiência do sistema produtivo, mesmo em cenário de crescimento acelerado.

Tecnologia, genética e bem-estar animal impulsionam resultados

De acordo com Agnaldo Bonfim Brandt, o desempenho da cadeia leiteira está diretamente ligado ao perfil altamente profissional dos produtores.

O uso de tecnologias em genética, nutrição e manejo é constante, com forte investimento em:

  • Ambiência e conforto animal
  • Sistemas de ordenha modernos
  • Gestão técnica e financeira das propriedades

O bem-estar animal, segundo o coordenador, passou a ocupar papel central na produtividade e na qualidade final do leite.

Modelo de pagamento incentiva produtividade e qualidade

Um dos diferenciais do sistema cooperativista é o modelo de remuneração ao produtor.

O formato adotado pela Castrolanda oferece previsibilidade e incentivos diretos:

  • Base de preço conhecida previamente
  • Bonificações por volume e qualidade
  • Estímulo contínuo à melhoria produtiva
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Esse modelo fortalece o planejamento das propriedades e favorece investimentos de longo prazo.

Logística eficiente e alta concentração produtiva

A organização logística também é um dos pontos fortes da cooperativa.

O Pool Leite registra uma eficiência de 255 litros por quilômetro rodado, índice considerado elevado para padrões nacionais. Isso é resultado da concentração de produtores e do alto volume por propriedade, o que reduz custos e otimiza a operação industrial.

Castro se consolida como polo leiteiro nacional

A região de Castro se destaca não apenas pelos números, mas pelo ambiente favorável à produção:

  • Clima adequado para produção de alimentos como milho
  • Forte cultura cooperativista
  • Sucessão familiar nas propriedades
  • Alta profissionalização dos produtores

Esse conjunto de fatores mantém a região como uma das mais importantes bacias leiteiras do Brasil.

Assistência técnica garante padronização e evolução contínua

A supervisora da assistência técnica da Castrolanda, Letícia Gamarano Pires, destaca que o desempenho da cooperativa é resultado da integração entre produtores e equipe técnica.

Segundo ela, o acompanhamento contínuo envolve:

  • Rotinas de ordenha
  • Manejo de bezerras
  • Nutrição animal
  • Gestão financeira das propriedades
  • Produção de alimentos na fazenda

Esse trabalho conjunto fortalece a padronização, a eficiência e a evolução constante do sistema produtivo.

Conclusão

O crescimento da produção de leite da Castrolanda ao longo da última década reflete um modelo baseado em tecnologia, gestão profissional e cooperação. Mais do que volume, a cooperativa se destaca pela qualidade superior do leite e pela eficiência de toda a cadeia produtiva, consolidando Castro (PR) como referência nacional e internacional no setor lácteo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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