A Autoridade Portuária de Santos (APS) autorizou a atracação prioritária do navio MH Buiki, de bandeira panamenha, que transportava cerca de 18 mil toneladas de gasolina tipo A no terminal. O volume equivale a aproximadamente 600 caminhões-tanque. A embarcação partiu de Madre de Deus (BA) e chegou ao Porto de Santos no dia 30 de março.
Atracação prioritária segue critérios de emergência e interesse público
Segundo a APS, a prioridade na atracação de navios segue normas específicas, sendo aplicada em situações de emergência, como acidentes com tripulantes ou necessidade de reparos urgentes, além de casos em que há avaliação discricionária do interesse público.
A decisão de priorizar o MH Buiki também se baseia em precedentes, como a recepção de embarcações com doações destinadas ao Rio Grande do Sul durante as enchentes de 2024.
Risco de desabastecimento motivou decisão no Porto de Santos
Embora o terminal receba diariamente navios com combustíveis, as operações normalmente seguem uma ordem de chegada. No caso específico do MH Buiki, a Diretoria de Operações da APS considerou parecer da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que aponta risco de desabastecimento de combustíveis no país.
O alerta está relacionado à instabilidade no cenário internacional, influenciada por conflitos no Oriente Médio, incluindo a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A situação tem afetado a logística global de combustíveis, especialmente devido a restrições de navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Porto de Santos avalia impacto estratégico para o abastecimento nacional
O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou que a decisão foi tomada após análise técnica e consideração das necessidades do país.
“É função do Porto de Santos, como porto público, avaliar as necessidades do país e permitir, após análise rigorosa, que algumas embarcações possam ter prioridade, em condições específicas”, afirmou.
Fluxo do terminal segue normal, mas novas prioridades podem ocorrer
A APS informou ainda que um pedido de prioridade feito por outra empresa foi negado, uma vez que já havia seis navios de combustíveis na fila de espera para atracação.
As operações no terminal ocorrem em berços de atracação, equivalentes a vagas de estacionamento para navios. Segundo a autoridade portuária, todas as vagas destinadas a combustíveis estão em funcionamento e o fluxo operacional segue normalmente.
No entanto, a APS não descarta novas concessões de prioridade caso novas situações de risco de abastecimento ou embarcações estratégicas sejam identificadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio











