O embarque e transporte de bovinos até o frigorífico exige atenção especial para que a qualidade da carne não seja comprometida. Ambientes tranquilos, equipe treinada, veículos adequados e condução correta contribuem tanto para o bem-estar dos animais quanto para a rentabilidade da fazenda.
A Instrução Normativa nº 56/2008, do Ministério da Agricultura e Pecuária, reforça que o bem-estar animal deve ser preservado em todas as etapas da vida, incluindo o transporte, evitando estresse, contusões e sofrimento desnecessário.
Impactos do manejo inadequado na carne
Segundo o zootecnista e diretor técnico comercial da Connan, Bruno Marson, o manejo inadequado no embarque pode prejudicar significativamente a carne:
“O estresse reduz o glicogênio muscular, altera o rigor mortis e resulta em cortes mais escuros, duros e secos.”
Preparação dos animais antes do transporte
A preparação começa dias antes do embarque. Animais acostumados ao contato humano e à movimentação entram espontaneamente no caminhão, evitando correria, gritos e uso de força, que aumentam o risco de hematomas e acidentes. Estudos indicam que lesões ocorridas até dez dias antes do abate ainda podem aparecer na carcaça, reduzindo o aproveitamento.
Boas práticas no transporte
Entre as recomendações para transporte seguro estão:
- Condução calma dos animais
- Uso de tábuas e rampas com no máximo 20° de inclinação
- Piso antiderrapante para reduzir quedas e machucados
- Evitar longas caminhadas até o ponto de embarque
A organização dos lotes também é fundamental. Misturar grupos diferentes pode causar brigas e estresse; quando inevitável, é recomendado reunir os animais uma semana antes em áreas amplas para adaptação.
Reflexos diretos no produto final
De acordo com Marson, o cuidado no manejo impacta atributos essenciais da carne, como cor, textura e suculência, além de evitar perdas por contusões e carcaças descartadas, aumentando a rentabilidade do produtor.
“O manejo adequado não só protege os animais e melhora o produto final, como também atende à demanda dos consumidores por alimentos de qualidade e produzidos com respeito ao bem-estar animal,” conclui o especialista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio









