Gotejamento se consolida como estratégia para conter alta de custos no agronegócio

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O agronegócio brasileiro começa a sentir os efeitos do conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã. A alta do preço do petróleo no mercado internacional pressiona o diesel, encarece o transporte e aumenta os custos de produção nas propriedades rurais. Além disso, a dependência de fertilizantes importados amplia a vulnerabilidade do setor frente à instabilidade global.

Custos em alta pressionam toda a cadeia produtiva

Produtores enfrentam aumentos em diferentes etapas da produção, desde o preparo da lavoura até o escoamento da safra. Segundo o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações, “o mercado doméstico está totalmente conectado ao cenário internacional. Quando há conflito, há impacto direto no custo de produção, seja pelos insumos importados ou pelo combustível.”

Gotejamento e fertirrigação: caminho da eficiência

Em meio ao aumento dos custos, tecnologias que permitem maior controle sobre insumos ganham espaço. A irrigação por gotejamento, especialmente combinada com fertirrigação, se destaca por sua precisão na aplicação de água e nutrientes.

Torezani explica que “a fertirrigação permite aplicar o nutriente na medida certa e no momento certo, reduzindo desperdícios e aumentando o aproveitamento dos fertilizantes, que estão mais caros no cenário atual”.

Além de economizar insumos, a tecnologia proporciona melhor gerenciamento de recursos ao longo do ciclo produtivo, contribuindo diretamente para reduzir o custo final da lavoura.

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Produtores já sentem o impacto no campo

Em Nova Venécia (ES), o cafeicultor Luciano Zanotti, que cultiva 210 hectares com gotejamento desde 2020, relata aumento nos custos de frete, adubos e combustível. Para ele, a fertirrigação diária é essencial para enfrentar o cenário:

“Consigo otimizar melhor o consumo de energia, água e fertilizantes, reduzindo o uso desses insumos e, consequentemente, os custos da fazenda.”

De diferencial a necessidade

A pressão sobre os custos e a volatilidade do mercado internacional indicam que tecnologias mais eficientes deixarão de ser diferenciais e passarão a integrar a base da produção agrícola.

Segundo Torezani, “em momentos de instabilidade, o produtor precisa de previsibilidade e controle. O gotejamento deixa de ser uma alternativa e se torna uma ferramenta essencial para proteger a rentabilidade. Quem produz com eficiência atravessa melhor esses períodos de pressão.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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