Café robusta dispara nas bolsas internacionais e clima seco no Brasil acende alerta no campo

publicidade

O mercado futuro do café iniciou esta terça-feira (14) com forte valorização para o robusta e leve pressão sobre o arábica nas bolsas internacionais. O movimento reflete a combinação de fatores climáticos no Brasil e a influência do câmbio, exigindo atenção do produtor brasileiro diante de um cenário ainda desigual entre o mercado externo e o interno.

Robusta sobe forte na ICE Europa com suporte climático

Na ICE Europa, os contratos de café robusta abriram o dia em alta consistente. O contrato maio/26 foi cotado a US$ 3.433 por tonelada, com valorização de 820 pontos. Já o julho/26 operou a US$ 3.330 por tonelada, com ganho de 760 pontos, enquanto o setembro/26 foi negociado a US$ 3.265 por tonelada, avançando 720 pontos.

A alta do robusta encontra suporte principalmente nas condições climáticas mais secas no Brasil e na dinâmica cambial, com a valorização do real frente ao dólar influenciando os preços no mercado internacional.

Arábica recua na Bolsa de Nova York

Na Bolsa de Nova York, o café arábica apresentou leve recuo nas negociações. O contrato maio/26 foi cotado a 300,30 cents por libra-peso, com queda de 55 pontos. O julho/26 registrou 295,50 cents/lb, recuando 75 pontos, enquanto o setembro/26 foi negociado a 281,60 cents/lb, com baixa de 20 pontos.

Leia Também:  Agro brasileiro exporta US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025 e mantém protagonismo na pauta comercial do país

O desempenho mais fraco do arábica contrasta com a valorização do robusta, evidenciando um mercado internacional dividido entre diferentes fundamentos.

Mercado físico no Brasil segue com ritmos distintos

No mercado interno, o comportamento segue cauteloso. As negociações com café arábica permanecem travadas, com baixo volume de negócios, reflexo da postura mais retraída dos produtores diante dos preços atuais.

Por outro lado, o mercado de conilon apresenta maior dinamismo, com mais negócios fechados e presença ativa de compradores interessados em diferentes padrões do produto.

Clima seco predomina e preocupa produtores

As condições climáticas seguem como fator central para o mercado. O tempo seco predomina nas principais regiões produtoras entre o Sudeste e a Bahia, com temperaturas em elevação e máximas próximas dos 30°C ao longo da semana.

Esse cenário reduz a umidade do solo e mantém o mercado atento ao desenvolvimento das lavouras, podendo impactar a produtividade nas próximas semanas.

Previsão indica chuvas irregulares no curto prazo

De acordo com a Climatempo, há previsão de pancadas de chuva isoladas em Rondônia, região relevante para o conilon. Já para o Sudeste, o retorno das chuvas é esperado apenas após o dia 20 de abril, ainda de forma irregular e com baixos volumes acumulados.

Leia Também:  3ª edição do Festival Harmoniza celebra vinhos, queijos e cultura regional no fim de semana do Dia dos Pais
Volatilidade segue elevada e exige cautela do produtor

A combinação entre clima mais seco, câmbio e oferta global mantém a volatilidade do mercado neste início de semana. Para o produtor brasileiro, o cenário exige atenção redobrada.

Apesar da valorização expressiva do robusta no mercado internacional, o ritmo de comercialização no Brasil segue desigual entre arábica e conilon, ainda dependente das condições internas e das oscilações cambiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide