Mercado de café abre o dia pressionado
O mercado do café iniciou esta quinta-feira (2) em queda nas principais bolsas internacionais, refletindo um movimento de ajuste após a recuperação observada ao longo de março. O cenário mantém os produtores em compasso de espera, diante de incertezas sobre a próxima safra.
Cotações do arábica recuam em Nova York
Na bolsa de Nova York, o café arábica abriu o dia em baixa, acompanhando o movimento de correção do mercado.
- Contrato maio/26: 295,45 centavos de dólar por libra-peso (-235 pontos)
- Julho/26: 289,30 centavos/lb (-195 pontos)
- Setembro/26: 276,55 centavos/lb (-155 pontos)
A retração ocorre após um período de valorização sustentado por oferta restrita no curto prazo.
Robusta também registra queda em Londres
O café robusta seguiu a mesma tendência de baixa na bolsa de Londres, pressionado pela evolução da oferta.
- Contrato maio/26: US$ 3.483 por tonelada (-38 pontos)
- Julho/26: US$ 3.384 (-44 pontos)
- Setembro/26: US$ 3.316 (-42 pontos)
O movimento reflete a proximidade da colheita e maior disponibilidade da variedade no mercado.
Março teve comportamento distinto entre arábica e robusta
De acordo com o Cepea, o mês de março foi marcado por dinâmicas diferentes entre as duas variedades.
O arábica apresentou reação, sustentado por oferta mais ajustada e demanda firme. Já o robusta enfrentou maior pressão, com avanço da oferta e expectativa de entrada da nova safra.
Expectativa de safra maior limita altas
Apesar do suporte recente ao arábica, o mercado segue limitado pela perspectiva de uma safra brasileira mais volumosa no ciclo 2026/27.
Estimativas indicam produção superior a 70 milhões de sacas, o que mantém um viés de pressão sobre os preços no médio prazo.
Mercado vive momento de transição
O setor cafeeiro entra em uma fase de transição, marcada por forças opostas:
- Curto prazo: estoques ajustados e menor disponibilidade sustentam os preços
- Médio prazo: avanço da colheita e aumento da oferta global limitam altas
Esse equilíbrio impede movimentos mais consistentes de valorização no momento.
Ritmo de negócios varia no mercado interno
No Brasil, o comportamento segue distinto entre as variedades.
O café arábica apresenta ritmo mais lento de negociações, com produtores adotando postura cautelosa e atentos às oscilações das bolsas. Já o conilon (robusta) mantém maior fluidez, com demanda ativa e negócios mais frequentes.
Produtor adota estratégia diante da volatilidade
Com a proximidade da colheita, o produtor rural entra em um período mais estratégico. A volatilidade do mercado exige atenção ao momento de venda e às oportunidades pontuais que surgem ao longo das oscilações.
O início de abril ainda não indica uma direção clara para os preços, reforçando um cenário em que a leitura constante do mercado e a cautela nas decisões são fundamentais para o setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio










