Os mercados financeiros internacionais operam nesta quarta-feira (17) sob a expectativa das decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos. O ambiente de cautela não impediu o avanço das bolsas asiáticas, impulsionadas principalmente pelo desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial e à indústria de semicondutores.
Na China, os principais índices encerraram o pregão em alta. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,97%, enquanto o índice de Xangai registrou valorização de 0,40%. O destaque ficou para o setor de semicondutores, que saltou cerca de 6% e renovou máximas históricas, refletindo o forte fluxo de investimentos direcionados às cadeias produtivas relacionadas à inteligência artificial.
Analistas destacam que a economia chinesa segue apresentando um comportamento conhecido como “crescimento em K”, no qual setores ligados à tecnologia e inovação crescem em ritmo acelerado, enquanto segmentos mais tradicionais, como consumo e setor financeiro, enfrentam desaceleração diante da demanda interna mais fraca.
Tecnologia impulsiona bolsas asiáticas
Além da China, outros mercados asiáticos também encerraram o dia em território positivo. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,7%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, liderou os ganhos da região com alta de 1,58%.
Em Taiwan, o Taiex avançou 0,15%, enquanto o Straits Times, de Singapura, registrou valorização de 1,23%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,54%.
A exceção foi a bolsa de Hong Kong, onde o índice Hang Seng recuou 0,74%, pressionado pela realização de lucros em ações de setores mais tradicionais da economia.
Ibovespa inicia sessão em alta e acompanha recuperação do petróleo
No Brasil, o Ibovespa abriu o pregão em alta de 0,61%, aos 170.678 pontos, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. O movimento é sustentado pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela expectativa em torno das decisões de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve.
Fonte: Portal do Agronegócio
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