O mercado do açúcar registrou mais um dia de desvalorização nesta quarta-feira (10), refletindo o cenário de ampla oferta global e o avanço da produção nos principais países exportadores. As cotações recuaram nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, enquanto os indicadores brasileiros de açúcar cristal e etanol também encerraram o pregão em queda.
A pressão vendedora continua predominando entre os agentes do setor, que acompanham o bom desempenho das safras em importantes regiões produtoras e a perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado mundial.
Açúcar bruto atinge os menores níveis das últimas semanas em Nova York
Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto ampliaram as perdas e atingiram os menores patamares das últimas semanas.
O contrato com vencimento em julho de 2026 encerrou o pregão cotado a 13,92 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,16 ponto. Já o vencimento outubro de 2026 fechou em 14,39 centavos por libra-peso, com queda de 0,13 ponto.
Para março de 2027, o contrato terminou negociado a 15,25 centavos de dólar por libra-peso, acumulando desvalorização de 0,17 ponto. Os demais vencimentos também registraram desempenho negativo ao longo da sessão.
Analistas apontam que o mercado segue reagindo aos sinais de crescimento da oferta global, fator que tem limitado movimentos de recuperação dos preços internacionais.
Mercado europeu acompanha movimento de baixa
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou o dia em queda.
O contrato agosto de 2026 fechou cotado a US$ 443,90 por tonelada, baixa de US$ 1,10. O vencimento outubro de 2026 recuou US$ 1,60, encerrando a US$ 437,70 por tonelada.
Já o contrato dezembro de 2026 registrou perda de US$ 2,70, fechando o pregão a US$ 435,10 por tonelada. As demais posições negociadas também apresentaram retração.
O movimento reforça a percepção de que os fundamentos de oferta continuam sendo o principal direcionador do mercado internacional neste momento.
Indicador do açúcar cristal recua no mercado brasileiro
No mercado físico brasileiro, os preços também voltaram a ceder.
De acordo com o indicador do açúcar cristal branco do CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 92,35, representando queda diária de 0,59%.
Com o resultado, o indicador acumula retração de 0,70% nos primeiros dias de junho, refletindo o aumento da oferta e a postura mais cautelosa dos participantes do mercado.
Etanol hidratado também registra queda em Paulínia
O mercado de etanol acompanhou o movimento de acomodação observado no setor sucroenergético.
Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.318,50 por metro cúbico, registrando recuo de 0,13% em relação ao dia anterior.
No acumulado de junho, a queda já chega a 1,40%, acompanhando a maior disponibilidade do combustível e a dinâmica mais moderada da demanda.
Dólar favorece exportações, mas oferta continua pressionando preços
Apesar da recente desvalorização do real frente ao dólar, fator que aumenta a competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional e favorece as exportações, o cenário de oferta segue predominando sobre as cotações.
De acordo com análises do mercado, a recuperação dos preços do petróleo ajudou a limitar perdas mais expressivas ao fortalecer a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. No entanto, os investidores continuam concentrados nos fundamentos de produção e nos volumes disponíveis para exportação.
Com a safra avançando no Brasil e perspectivas positivas para outros grandes produtores globais, o mercado permanece atento aos próximos dados de produção e exportação, que deverão continuar influenciando a direção dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio










